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Show Boys & Girls
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"Agora na companhia de Miss Marlene... o espectáculo vai então começar...” Fizemos o roteiro do Strip de Lisboa. Venha assistir!
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Paula Oliveira e N´Dalo Rocha
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2003-06-03
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A queda de um mito
Há quem diga que os rapazes se portam mal quando vão ao strip. Será sempre assim? Já entrou nalguma casa de strip feminino, onde brasileiras, checas, húngaras e portuguesas fazem acrobacias num varão? Nem o melhor bombeiro do mundo terá tanta destreza a escorregar pelo dito cujo.
Bem, o ambiente não é obviamente o de um salão de chá nem tão pouco o de algum leilão de paróquia, apesar de aqui também haver quem se chega depressa à frente. Porém, regra geral os cavalheiros são ordeiros. Costumam sentar-se nas mesas ao redor do palco e observam o espectáculo, extasiados. Os mais sensíveis, têm mesmo que desapertar os botões da camisa. Não é o ar condicionado que falha, mas o ambiente aquece e então, são capazes de transpirar um bocadinho. Por isso, afrouxe a gravata antes de entrar, se esse for o caso.
Os olhos é que não se podem despegar do palco, mais propriamente dos bombons que se rebolam em cima de saltos altíssimos insinuando-se em passos sensuais, sem nunca perderem o ritmo. De vez em quando, há quem peça uma table dance, com a certeza que nunca vai abocanhar o rebuçado que se contorce à sua frente e que, por vezes chega a sentar-se no seu colo. Impróprio para cardíacos. Os mais insatisfeitos, não se coíbem de abrir os cordões à bolsa e pedir dança em privado, onde a proximidade e a tensão são bem mais intensas.
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Mulheres à beira de um ataque de nervos
Bem, e qual é o ambiente numa casa de strip masculino? Para começar, os homens são logo barrados à porta. É preciso fazer a triagem, por isso separa-se ao início o trigo do joio. Os únicos machos autorizados a exibirem-se no recinto são os Adónis de tronco escultural, com caparros a puxar para o Schwarzenegger. Músculos fortes e bem definidos, tangas diminutas, corpos brilhantes e oleosos e uma disponibilidade total. Porém, ao contrário das mulheres strippers, apesar de atléticos, os rapazes são, como seria suposto, mais másculos no ritmo.
Eles mexem-se, sacodem-se e roçam-se que tanto músculo não dá para mais. Mas, quando tocam nelas, até salta faísca. A casa vem abaixo. Um fenómeno que não é assim tão novo, se nos lembrarmos das fãs dos Beatles que ficavam ao rubro, apenas por terem tocado num fio de cabelo do artista. Todavia como pêlos e cabelos normalmente não são o forte desta rapaziada, elas agarram naquilo que conseguem tocar, como se fosse um trofeu de caça. Apanhei, é meu!
Explicadas as principais diferenças é tempo de objectivarmos a matéria.
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